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Tratamento

A eficácia da terapia da leptospirose em cães depende do diagnóstico precoce da doença. A instituição do tratamento na fase inicial da doença apresenta resultados satisfatórios.

Este é baseado na reposição do equilíbrio hidro-eletrolítico e energético, no uso de antieméticos, protetores gástricos e de antimicrobianos.

Hemorragias petequiais ou equimóticas indicam trombocitopenia decorrentes de vasculite ou CID (coagulação intravascular disseminada) em animais gravemente afetados.

A transfusão de plasma ou de sangue fresco total deve ser dada com cautela e somente se associado com a administração concomitante de uma dose baixa de heparina, no caso de CID ou de hipoalbuminemia grave. (Tabela1)

Em estudos experimentais em animais, a ampicilina e as cefalosporinas de terceira geração não têm sido eficazes na eliminação dos organismos dos tecidos e fluidos corpóreos, enquanto tetraciclinas e macrolídeos ,tais como, eritromicina e seus derivados (claritromicina e azitromicina) foram eficazes.

As drogas ineficazes incluem cloranfenicol e sulfonamidas. Embora Leptospira spp seja sensível à uma grande variedade de antimicrobianos e a terapia surta efeito quando instituída precocemente, a redução do risco da doença para o homem e para os animais deve ser fundamentada na adoção de procedimentos de controle.

Tabela 1 - Principais antimicrobianos recomendados na terapia da leptospirose em cães e gatos.

Droga
Espécie
Dose
Via
Intervalo
(horas)
Duração
(semanas)
Penicilina G
C e G
25.000 a
40.000 U/kg
IM, SC, IV
12
2
Ampicilina
C e G
22 mg/kg
PO, SC, IV
6 a 8
2
Amoxilina
C
22 mg/kg
PO
8 a 12
2
Azitromicina
C
20 mg/kg
PO
24
1
Doxicilina
C
5 mg/kg
PO, V
12
2
Tetraciclina
C e G
22 mg/kg
PO
8
2
Eritromicina
C
15-20 mg/kg
PO, IV
8 a 12
2

C e G = cão e gato C = cão Fonte: Adaptado de GREENE, C.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, , 2006.



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