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Controle

O controle da leptospirose canina baseia-se na adoção de medidas profiláticas em todos os níveis da cadeia epidemiológica da doença (fontes de infecção, vias de transmissão e susceptíveis).

As ações profiláticas relativas às fontes de infecção da leptospirose canina são direcionadas para o saneamento do meio ambiente, visando, principalmente, o controle de roedores.

Esses procedimentos incluem o destino adequado do lixo, o uso racional de rodenticidas, a armazenagem adequada de alimentos, além de evitar o acúmulo de entulho em residências e terrenos. Adicionalmente, o gênero Leptospira pode ser transmitido entre os cães pela urina de animais infectados ou mesmo pela urina de outros animais domésticos.

O risco representado por este tipo de transmissão da leptospirose pode ser controlado mediante o diagnóstico precoce da doença, o isolamento dos animais acometidos e a instituição de terapia.

As vias de transmissão da leptospirose canina são caracterizadas pelo consumo de alimentos e de água contaminada, e/ou o contato por tempo prolongado com água contaminada com a urina de roedores e de outros animais domésticos.

A remoção dos restos de água e alimentos dos comedouros dos animais e a eliminação do excesso de água do ambiente - com a canalização de cursos de água e a drenagem de esgotos - são procedimentos determinantes para o controle das vias de transmissão da leptospirose.

Os animais suscetíveis constituem-se no último elo da cadeia epidemiológica de transmissão da leptospirose canina. Esse elemento da cadeia de transmissão também é passível da aplicação de procedimentos de controle, mediante a vacinação dos animais.

A vacinação dos animais suscetíveis caracteriza-se como uma das medidas mais efetivas de profilaxia da leptospirose, se adotada simultaneamente aos demais procedimentos de controle da doença em nível das fontes de infecção e vias de transmissão.

O uso de vacinas comerciais em cães tem sido eficaz em reduzir a prevalência e a gravidade da doença. As vacinas de uso comercial são constituídas usualmente por bacterinas, contendo principalmente os sorovares canicola e icterohaemorrhagiae , considerados os mais prevalentes na leptospirose canina.

Entretanto, a vacinação de cães com os sorovares canicola e icterohaemorrhagiae não induz proteção cruzada contra outros sorovares importantes na leptospirose em cães.

Diferentes protocolos são descritos para a vacinação de cães contra leptospirose, no entanto, as vacinas comerciais disponíveis para cães têm sido preconizadas, geralmente, a partir de 2 a 3 meses de idade, com no mínimo três reforços - em intervalos de 21 a 30 dias, além da indicação de revacinações semestrais ou anuais.

Paralelamente, estudos recentes têm utilizado subunidades do envelope bacteriano para produção de vacinas, assim como investigado diferentes adjuvantes e meios de cultura de Leptospira spp., para a produção de novos imunógenos contra a doença.

Diferentes pesquisadores têm assinalado o aumento da ocorrência dos sorovares pomona, grippotyphosa, hardjo e bratislava na gênese de casos de leptospirose canina.

Esses estudos atestam a importância da pesquisa continuada no desenvolvimento de novas vacinas contra a leptospirose e a necessidade da inclusão de novos sorovares, visando a elaboração de vacinas mais efetivas e de imunidade mais duradoura.



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